Ontem uma juiza l impôs uma proibição de 48 horas no aplicativo WhatsApp, uma plataforma de mídia social extremamente popular aqui no Brasil.  Embora menos conhecido nos EUA, é um fenômeno nacional aqui no Brasil. As empresas dependem dele para a comunicação com clientes e divulgação de novos produtos. Os indivíduos usam-no extensivamente para se comunicar com seus amigos. Nossa própria congregação Ebenézer tem dois grupos abertos no WhatsApp (um para pedidos de oração, e um para a comunhão) e um grupo fechado (para uma conversa privada entre pastor e diáconos).

Muitas razões foram dadas para a ordem para encerrar WhatsApp, mas o real motivo, a não ser que eu perca o meu palpite, é aquele que ninguém está dizendo: as empresas de telecomunicações brasileiras estão chateadas com a concorrência. A mesma coisa está acontecendo no Rio e em São Paulo como taxistas brasileiros lobby contra Uber.

Muitos têm me perguntado por que o progresso do Brasil parece sempre ser impedida, por que o país não avança como muitos previram que iria com base em seu tamanho, recursos naturais e localização geográfica. A resposta é, obviamente, complexa, mas uma das razões está nos olhando bem na cara agora cada vez que tentamos abrir WhatsApp em nossos celulares. Inovação e espírito empreendedor são penalizados pelo protecionismo e corrupção. É como tiramos uma página direta de A Revota de Atlas.

E os brasileiros, que foram condicionados a esperar e aceitar serviço ruim vão continuar a fazê-lo em nome da igualdade. Na minha humilde opinião, somente quando um juiz que propõe uma coisa tão absurda como a proibição por 48 horas de WhatsApp seja zombado pelo país inteiro é que o Brasil vai tomar os tão esperados passos em direção a um progresso real.

Crédito de imágem: whatsapp.com